http://www.whitehouseanimationinc.com/kunstbar.htm
Disciplina: Leitura de Imagem
Intertextualidade, citação, releitura, imagens de segunda geração...
Maria Helena Wagner Rossi
Tadeu Chiarelli (1987) chama de imagens de segunda geração aquelas que devem sua existência a outras imagens anteriormente produzidas. O sentido dessas palavras é similar ao de alguns termos que estão sendo usados quase que indiscriminadamente no contexto da produção artística contemporânea, tais como: intertextualidade, apropriação, antropofagia, citação,comentário, referência, alusão, paródia, associação, reelaboração,recriação, releitura, revisitamento (ou revisitação), estilização, pastiche, etc.
O termo mais comum parece ser citacionismo, mas não há um consenso entre autores, críticos, artistas ou público. O importante é que há concordância de que é um procedimento comum nas artes visuais, principalmente na moderna e na contemporânea, quando os artistas fazem uso de imagens de obras (quase sempre) consagradas, como referência para seu próprio trabalho. A citação cria novos contextos para velhas e tradicionais imagens.
Para Woodford, os artistas não criam no vazio. Eles são constantemente estimulados por outros artistas e pelas tradições artísticas do passado. Mesmo ao reagirem contra a tradição, os artistas mostram sua dependência dela. É o solo de onde eles brotaram e no qual se desenvolveram e é dele que eles extraem seu alimento. Eles sabem disso e admitem-no sem constrangimento; o próprio Lichtenstein disse: “As coisas que tenho manifestamente parodiado, na verdade, eu as admiro”.
O termo “apropriação” é tratado de maneira diferente por Ana Mae Barbosa (1998) e por Affonso Romano de Sant’Anna (1995).
Para Ana Mae a apropriação se configura quando “o artista inclui imagens já produzidas por outros artistas em seus quadros, mas o princípio é homenagear um grande mestre ou escamotear a apropriação” (1998, p. 66). Laurent Jenny diz que “a intertextualidade fala uma língua cujo vocabulário é a soma dos textos existentes. [...] O texto de origem está lá, virtualmente presente, portador de todo o seu sentido, sem que seja necessário enunciá-lo” (1979, p. 22). Em outras palavras, o texto citado não fala; é falado.
“Falar” sobre textos visuais oriundos da História da Arte poderia ser um objetivo da releitura no ensino da arte atualmente. Pensando nisso, este texto termina com uma ideia de Ana Mae: A ideia de citação pode ajudar o professor modernista (aquele que ainda busca a livre-expressão do aluno) “a se resignar com a intromissão, no trabalho de seus alunos, de fragmentos de obras já existentes” (1998, p. 67).
Diariamente estabelecemos relações intertextuais neste mundo perpassado pela visualidade em que vivemos. Quanto mais enriquecermos nosso repertório de imagens, mais relações poderemos estabelecer e com isso enriquecer nossa compreensão do mundo.
Para saber mais sobre releitura no ensino da arte, leia: Leitura e releitura: estabelecendo relações em:
http://www.moodle.org/0.7474237633675202
sábado, 9 de outubro de 2010
Curso de Fotografia

Teve início esta semana o curso de fotografia no polo da UFRGS em São Leopoldo. A professora Cristina levou-nos para um ensaio na Praça do Imigrante e tivemos que escolher duas fotos para postar no Blog do curso. Aqui estão as duas fotos que escolhi dentre as que tirei e este é o site do blog para quem quiser conferir.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Exposição Virturbanos em São Leopoldo
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Dia 22 de Setembro teve início a exposição "Virturbanos" na Biblioteca Municipal de São Leopoldo. Tivemos a presença da profª Umbelina e do profº Carusto, que são pessoas incríveis, de uma sensibilidade e sabedoria enorme, assim como sua simplicidade. Pessoas de grande conhecimento sobre a Arte e que nos transmitem conhecimento de uma forma serena, sendo exigentes e ao mesmo tempo pacientes. Parabéns aos esforços destes dois professores, pois eles são 10!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html
Este vídeo mostra o relato de uma escritora africana sobre os esteriótipos que infelizmente são criados muitas vezes sobre povos e nações. Especificamente este fala sobre o povo africano e sobre as histórias contadas deles em outros países. Fala sobre o perigo de se contar uma única história sobre um povo, tendo como consequência muitas vezes o roubo de sua dignidade. Ótimo, faz-nos refletir bastante.
Este vídeo mostra o relato de uma escritora africana sobre os esteriótipos que infelizmente são criados muitas vezes sobre povos e nações. Especificamente este fala sobre o povo africano e sobre as histórias contadas deles em outros países. Fala sobre o perigo de se contar uma única história sobre um povo, tendo como consequência muitas vezes o roubo de sua dignidade. Ótimo, faz-nos refletir bastante.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Visita ao Museu Iberê Camargo
Achei maravilhosa a visita a Fundação Iberê Camargo. Faz tempo que eu queria visitar a Fundação, mas ainda não havia tido a oportunidade. Esse sábado foi inesquecível, foi um dia lindo e aquele sol completou o cenário á beira do Guaíba. Achei o museu incrível na sua arquitetura e são ótimos os projetos que lá são desenvolvidos com alunos. Sabe como eu me senti? Com muita sede, mas não de água, de cultura, de saber. Ver aquelas obras foi muito especial, pois assim como uma colega , também utilizei obras de Iberê em meu mapa conceitual, e vê-las de perto é como estar cara a cara com um ator de televisão, que você vê pelos meios de comunicação, conhece sua vida mas o sente inatingível. É bom ter a sensação de que as obras de Iberê estão ao alcance do povo, são para o povo. Todos, aliás, como vimos durante a palestra, devem ter acesso a cultura, aos museus, se inserirem neste meio, o meio artíistico. Eu me senti como uma criança num parque de diversões, pois queria dar conta de tudo, ler sobre cada obra, entendê-la. As obras de Ferrari, em especial “Juizo Final” e as outras nas quais ele faz uma crítica às bases culturais do Ocidente me chamaram a atenção. A arte de Ferrari também serviu e serve para denunciar injustiças e crueldades promovidas pelas guerras e pelos regimes ditatoriais da América Latina. O material que recebemos é muito rico, vale a pena lê-lo, pois entendemos melhor as obras que lá pudemos ver.
Achei Léon muito audacioso com esta obra, pois ele utilizou uma reprodução do Juizo Final de Michelangelo, colocou-a no fundo de uma gaiola com pombos e permitiu que as aves defecassem sobre a imagem. ferrari usou as fezes das aves como uma camuflagem, escondendo as figuras de Deus e da religião, condenando assim a cultura ocidental com suas promessas de terror e tormento.Foi um sábado que guardarei com carinho em minha memória.
Achei Léon muito audacioso com esta obra, pois ele utilizou uma reprodução do Juizo Final de Michelangelo, colocou-a no fundo de uma gaiola com pombos e permitiu que as aves defecassem sobre a imagem. ferrari usou as fezes das aves como uma camuflagem, escondendo as figuras de Deus e da religião, condenando assim a cultura ocidental com suas promessas de terror e tormento.Foi um sábado que guardarei com carinho em minha memória.
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